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Como vão descalçar a bota?

Uma secção do (Im)pertinências onde serão recolhidos para memória futura os juízos laudatórios do desempenho do zingarelho inventado por Ant...

A

Abrunho

Uma mente simples, provavelmente boa pessoa, trabalhador e homem de bem a quem a um farol da cultura ligth tenta humilhar do alto da sua pesporrência.

Acredite se quiser

Quando criança, o que acreditem - se quiserem - foi há muito tempo, impressionei-me muitas vezes com uma série de cartunes com o nome em português «Acredite se quiser» (a versão brasileira, creio, de uma franquia de Robert Ripley criada em 1918 chamada «Believe It or Not!») representando factos mirabolantes e inacreditáveis, mas ao que parece quase todos comprovados. Nesta nova área do (Im)pertinências, serão coleccionados factos com mérito para serem incluídos na franquia de Ripley se ela ainda existisse.

Alf

Um simpático alienígena, chamado Gordon Shumway, oriundo do planeta Melmac aterrou a sua nave no dia 22 de Agosto de 1986, em Los Angeles no quintal dos Tanners que até hoje o conseguiram esconder dos vizinhos Ochmoneks.

Quando chegou a casa dos Tanners, Alf tinha 229 anos, dos quais 122 anos frequentando a universidade de Melmac - uma das coisas que mais o aproximava dos nossos jovens. Também tinha sido capitão da equipa Bouillabaisseball.

O Impertinente teve o privilégio de conhecer pessoalmente Alf no verão de 2002, durante as suas férias com os Tanners na Quinta da Balaia, onde comeu todos os gatos das redondezas. Talvez por isso, desde então, Alf passou a acompanhar regularmente a vida política e cultural portuguesa e, diz-se, um simples diz-se, frequenta o blog do Abrupto.

Alibi (juridiquês)

Um expediente que, com o auxílio duma agenda dinâmica, permite ao arguido demonstrar que em qualquer altura se encontrava sempre noutro lugar. Este expediente é, simultaneamente, uma negação experimental dum velho axioma da geometria não euclidiana (no mesmo ponto não podem encontrar-se ao mesmo tempo dois corpos diferentes, mas está visto que podem, pelo menos é essa a tese dos investigadores do caso Casa Pia) e dum velho princípio da física clássica (o mesmo corpo não pode encontrar-se ao mesmo tempo em dois pontos diferentes do espaço, e está visto que pode, se tiver uma boa agenda).

Artigo defunto

Onde se exumam cadáveres que apodrecem em páginas de jornais infestados pelo jornalismo de causas e pelo jornalismo de opiniões. Cadáveres alinhavados umas vezes por falta de vergonha, outras por incompetência

Assassinamento

O assassínio por razões políticas em que não são suspeitos bebedores de «hasis» (charro, erva, merda). Por vezes também usado em vez de assassinato político, quando a língua materna dos suspeitos não é o inglês. Um substantivo com uma bela sonoridade, que talvez não exista em português, o que para o caso não interessa. Importante é que assassinamento, palavra infiltrada pela política, é mais um adjectivo do que um substantivo (teria dito Baptista-Bastos se se tivesse lembrado).

Auto-estima

Atributo cuja alegada falta serve de escapatória, de desculpa de mau pagador, a fazer pela vidinha, dar corda aos tamancos, trabalhar duro, contar consigo próprio, assumir riscos, não contar com ovos no cu da galinha.

Auto-estrada mexicana

A estória é a de uma auto-estrada que o governo mexicano teria inaugurado com pompa e circunstância pelo facto de dispor de 3 faixas, embora estreitíssimas. As faixas, de tão estreitas, originaram inúmeros acidentes, forçando o governo passado pouco tempo a reduzi-las para duas, com o argumento que da redução de pouco mais de trinta por cento do número de faixas resultaria um maior acréscimo de segurança. Talvez o resultado tivesse sido mais segurança, mas o que resultou, sem margem para dúvidas, foram enormes engarrafamentos que levaram o governo a voltar ao número original de faixas anunciando entusiasticamente que o número de faixas iria ser aumentado de cinquenta por cento.

Autofinanciamento

Obtenção de fundos através do assalto a um banco de modo a evitar a dependência de terceiros.

Exemplo:  A LUAR, uma organização clandestina que combateu à sua maneira o regime salazarista, optou segundo as palavras da jornalista São José Almeida no Público «desde o seu início pelo autofinanciamento, de modo a evitar a dependência de movimentos internacionais, de partidos estrangeiros, de outros países e de serviços secretos. Foi esse o motivo pelo qual a LUAR se estreou com o Assalto ao Banco de Portugal na Figueira da Foz, a 17 de Maio de 1967.»

Helena Matos sugere no Blasfémias para acabar «os problemas do fim do mês (…) assaltamos o engenheiro Belmiro e quando alguém nos pretender acusar por roubo explicamos que estamos a seguir o modelo de autofinanciamento descoberto pelo seu jornal

Avaliação Contínua

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A avaliação a que o Impertinente submete as acções, os pensamentos, ou a falta delas e deles, das personalidades, das luminárias, dos socialites, e até das instituições, resulta numa pontuação (de 1 a 5) atribuída numa das seguintes dimensões:
  • firmeza e tesura, medida em afonsos, em homenagem ao Fundador que expulsou a mãe de casa, por andar enrolada com um fidalgo espanhol
  • frouxidão, medida em urracas, em homenagem à mãe do Fundador, que se chamava Teresa, mas tinha uma irmã chamada Urraca
  • aprendizagem, medida em bourbons, em homenagem a uma dinastia que, diz-se, nada aprendia e nada esquecia
  • compromisso (falta de), medida em pilatos, em homenagem à figura bíblica que estava sempre a lavar as mãos do assunto
  • confusão (entre causas e efeitos), medida em chateaubriands, em homenagem ao visconde e escritor que um dia abençoou a divina providência por fazer passar os rios pelo meio das cidades
  • vileza (por feitos especialmente vis e desprezíveis), medida em ignóbeis, uma espécie de anti-nobel.
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