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Greve geral (sindicalês)

Uma greve de muitos empregados do Estado, devidamente protegidos das agruras do mundo real, cujos "direitos" não são afectados, e ...

Jornalismo de causas

Nas palavras iluminadas do jornalista e escritor Armando Baptista-Bastos, o jornalismo de causas é «sobretudo o porta-voz daqueles que não têm voz». É o jornalismo em que «não há factos. Os factos correspondem à visão do mediador, do repórter». É o «jornalismo de indignação», que não é «indolor e incolor» e de revolta contra os que «querem é capar-nos». Para o jornalismo de causas as verdades são todas relativas. E, como no futebol, segundo a definição genial dum condottieri da bola cujo nome não me ocorre agora, no jornalismo de causas o que é hoje verdade pode ser mentira amanhã, e vice-versa.

Justiça de causas

É a justiça praticada por alguém «who understands that justice isn’t about some abstract legal theory or footnote in a casebook. It is also about how our laws affect the daily realities of people’s lives» (Obama says) e que, portanto, não é alguém que «who is dedicated to the rule of law, who honours our constitutional traditions… and the appropriate limits of the judicial role» (Obama says).
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La Palice (Monsieur de)

Jacques II de Chabannes conhecido como Jacques de la Palice, Senhor de la Palice, de Pacy, de Chauverothe, de Bort-le-Comte et de Héron, nasceu em 1470 e morreu a 24 de Fevereiro de 1525. Serviu como militar 3 reis de França nas campanhas de Itália.

Nunca foi poeta nem disse nada do que se diz que disse. É pena, porque ao (Im)pertinências daria jeito ter pelo menos dito «s'il n'était pas mort serait en vie». Já estamos por tudo e ficaríamos felizes mesmo se só tivesse dito (e não disse) «s'il n'était pas mort il ferait envie».

Livro de cabeceira, O meu

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O Impertinente também lê. Em vários sítios, em trânsito e também na cama. É das leituras de cama que trata esta área, onde se recenseiam obras de grande impacto que derrubam literalmente o Impertinências.

Lugar-comum

Um lugar procurado com afinco por legiões de criaturas de esquerda, de direita e de centro que para o ocupar se apresentam disponíveis (as criaturas mais desesperadas), se declaram em reflexão (os mais receosos), recusam, salvo se a salvação da pátria os reclamar (os a fazerem-se difíceis) ou esperam uma vaga de fundo (uma dúzia de jornalistas de causas aderentes à sua causa).

Exemplo mais notório de lugar-comum: o lugar no palácio de Belém, para o qual, a anos de distância das próximas eleições, se encontram proto candidatos empurrando-se uns aos outros na fila de espera para ter a bênção de um promotor - por exemplo o Dr. Soares, o promotor mais prolixo. Nalguns casos, os putativos candidatos são empurrados pelo putativo promotor.
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Macroeconomistas conexos

Segundo Mira Amaral, são os economistas que «não percebem que o TGV é apenas um comboio de passageiros, não é uma linha». Segundo o Pertinente, macroeconomista conexo será um sinónimo de «palhaços que vão à televisão falar de economia». Em rigor, constituem um subconjunto desses palhaços que no Glossário são os praticantes da economia mediática.

Maninfestação

É uma demonstração infestada de criaturas ociosas com propósitos pueris. Roça, por vezes o obsceno e é geralmente muito ruidosa – gritam-se palavras de ordem que são exemplos de inteligência dos maninfestantes e, quase sempre, insultos à inteligência de que as escuta ou lê.